terça-feira, 2 de abril de 2013

Os pais e a mãe do Prêmio Braskem de Teatro


 
A entrega de troféus do Prêmio Braskem de Teatro, no dia 03 de abril, conclui a vigésima edição do projeto lançado em 1992 e iniciado no ano seguinte. Ainda hoje reconheço traços do meu DNA no desenho do Prêmio, que projetei com o meu sócio na Usina Cultural Produções, Jorge Albuquerque, a quem conheci quando ele era um dos produtores do Troféu Caymmi, e eu consultor contratado pelo Assessor de Comunicação da Copene, o jornalista José Cerqueira, para acompanhar e implantar estratégias que potencializassem o reconhecimento do Caymmi e o associassem, positivamente, à patrocinadora.
Analisando a evolução do campo do teatro baiano, que conquistava plateias com espetáculos como A Bofetada, Oficina Condensada e Recital da Novíssima Poesia Baiana, elaborei a proposta de uma premiação anual para o teatro, que teria poucas categorias, de modo a ressaltar o valor do prêmio, e cuja cerimônia de entrega dos troféus já seria uma instância de reconhecimento do teatro baiano, apresentada a Carlos Augusto Mascarenhas, Diretor de Comunicação do Comitê de Fomento Industrial de Camaçari – Cofic, que a aprovou. Sua decisão foi influenciada pela bem-sucedida iniciativa da Copene de relacionar-se com a comunidade através do patrocínio à cultura, e por José Cerqueira, principal interlocutor do projeto. Foram eles, portanto, os primeiros pais adotivos do projeto.
Decisão tomada, iniciamos providências para lançar a premiação. A Engenho Novo foi escolhida para criar a identidade visual e publicitária do Troféu. Assim, mais três pais se incorporam: Os publicitários Fernando Passos e Carlos Sarno e o artista plástico Tati Moreno, que deu vida à estatueta. Para o evento de lançamento, convidamos Aninha Franco para conceber a homenagem à cena baiana, o que resultou em As Parcas, dirigida por Paulo Dourado, com as atrizes Regina Dourado, Rita Assemany e Yumara Rodrigues, e um modelo que, com grandes variações, há 21 anos surpreende a plateia, conduzido pelos principais diretores, autores, atores e atrizes da nossa cidade.
Em 1993, a Diretoria de Comunicação do Cofic passou para Érico Oliveira, que adotou a premiação em toda a sua fase “Bahia Aplaude”. Nesse período, deixei a sociedade na Usina Cultural, embora me mantendo como interlocutor e apoiador de Jorge Albuquerque, que assumiu Usina e TBA até o encerramento da empresa. O projeto passou então à Caderno 2 Produções. Dalmo Perez e Rosângela, seus proprietários, contrataram Jorge como produtor executivo, mantendo-o à frente da premiação. Em 1998, o prêmio passou à Copene, renomeado Prêmio Copene de Teatro. Em 2002, fusão de empresas do Pólo Petroquímico, e entra em cena o atual Prêmio Braskem de Teatro.
Ao longo desses 21 anos de existência, o Prêmio foi cuidado por uma lista imensa de “pais adotivos”, que contribuíram para o sucesso do projeto. Foram comissões julgadoras dedicadas, autores e diretores dos eventos de entrega de prêmios, seus elencos, cenotécnicos diversos, a dedicada equipe da Caderno 2, encabeçada pelos já citados diretores Dalmo Peres e Rosana, representantes dos patrocinadores, jornalistas e publicitários. Só uma coisa não mudou: O trabalho dedicado do produtor Jorge Albuquerque, mãe zelosa, que, dos bastidores, gestou e deu a luz ao Bahia Aplaude, com alto padrão de qualidade, tornando-o objeto de desejo da classe teatral baiana. Assim foi no seu lançamento e continua sendo até hoje. Mãe só tem uma. Parabéns, Jorge, pelos 20 anos do Prêmio Braskem de Teatro.

Salvador, 02 de abril de 2013

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