A entrega de troféus do Prêmio
Braskem de Teatro, no dia 03 de abril, conclui a vigésima edição do projeto
lançado em 1992 e iniciado no ano seguinte. Ainda hoje reconheço traços do meu
DNA no desenho do Prêmio, que projetei com o meu sócio na Usina Cultural
Produções, Jorge Albuquerque, a quem conheci quando ele era um dos produtores
do Troféu Caymmi, e eu consultor contratado pelo Assessor de Comunicação da
Copene, o jornalista José Cerqueira, para acompanhar e implantar estratégias
que potencializassem o reconhecimento do Caymmi e o associassem, positivamente,
à patrocinadora.
Analisando a evolução do campo
do teatro baiano, que conquistava plateias com espetáculos como A Bofetada,
Oficina Condensada e Recital da Novíssima Poesia Baiana, elaborei a proposta de
uma premiação anual para o teatro, que teria poucas categorias, de modo a
ressaltar o valor do prêmio, e cuja cerimônia de entrega dos troféus já seria
uma instância de reconhecimento do teatro baiano, apresentada a Carlos Augusto
Mascarenhas, Diretor de Comunicação do Comitê de Fomento Industrial de Camaçari
– Cofic, que a aprovou. Sua decisão foi influenciada pela bem-sucedida
iniciativa da Copene de relacionar-se com a comunidade através do patrocínio à
cultura, e por José Cerqueira, principal interlocutor do projeto. Foram eles,
portanto, os primeiros pais adotivos do projeto.
Decisão tomada, iniciamos
providências para lançar a premiação. A Engenho Novo foi escolhida para criar a
identidade visual e publicitária do Troféu. Assim, mais três pais se
incorporam: Os publicitários Fernando Passos e Carlos Sarno e o artista
plástico Tati Moreno, que deu vida à estatueta. Para o evento de lançamento,
convidamos Aninha Franco para conceber a homenagem à cena baiana, o que
resultou em As Parcas, dirigida por Paulo Dourado, com as atrizes Regina
Dourado, Rita Assemany e Yumara Rodrigues, e um modelo que, com grandes
variações, há 21 anos surpreende a plateia, conduzido pelos principais
diretores, autores, atores e atrizes da nossa cidade.
Em 1993, a Diretoria de
Comunicação do Cofic passou para Érico Oliveira, que adotou a premiação em toda
a sua fase “Bahia Aplaude”. Nesse período, deixei a sociedade na Usina
Cultural, embora me mantendo como interlocutor e apoiador de Jorge Albuquerque,
que assumiu Usina e TBA até o encerramento da empresa. O projeto passou então à
Caderno 2 Produções. Dalmo Perez e Rosângela, seus proprietários, contrataram
Jorge como produtor executivo, mantendo-o à frente da premiação. Em 1998, o
prêmio passou à Copene, renomeado Prêmio Copene de Teatro. Em 2002, fusão de
empresas do Pólo Petroquímico, e entra em cena o atual Prêmio Braskem de
Teatro.
Ao longo desses 21 anos de
existência, o Prêmio foi cuidado por uma lista imensa de “pais adotivos”, que
contribuíram para o sucesso do projeto. Foram comissões julgadoras dedicadas,
autores e diretores dos eventos de entrega de prêmios, seus elencos, cenotécnicos
diversos, a dedicada equipe da Caderno 2, encabeçada pelos já citados diretores
Dalmo Peres e Rosana, representantes dos patrocinadores, jornalistas e publicitários.
Só uma coisa não mudou: O trabalho dedicado do produtor Jorge Albuquerque, mãe
zelosa, que, dos bastidores, gestou e deu a luz ao Bahia Aplaude, com alto
padrão de qualidade, tornando-o objeto de desejo da classe teatral baiana.
Assim foi no seu lançamento e continua sendo até hoje. Mãe só tem uma.
Parabéns, Jorge, pelos 20 anos do Prêmio Braskem de Teatro.Salvador, 02 de abril de 2013

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